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A Execução do Africano Joaquim em Porto Alegre
O primeiro condenado ao patíbulo pela Junta de Justiça no século XIX.
Em 1821, Porto Alegre assistiu a uma das execuções mais brutais de sua história. O africano Joaquim, escravizado e acusado de assassinar Maria Joana do Nascimento Leoa no distrito de Triunfo, foi condenado à morte pela Junta de Justiça.
Neste vídeo, faço a leitura dos registros históricos da pena capital no Rio Grande do Sul, revelando como funcionavam os julgamentos, as execuções públicas e o terror simbólico do patíbulo no início do século XIX.
Além da condenação, a sentença determinava que a cabeça do condenado fosse exibida ao público, numa tentativa de transformar a morte em espetáculo e advertência. Um retrato sombrio da violência, da escravidão e das estruturas de poder que marcaram Porto Alegre e o Brasil imperial.
Baseado em documentos históricos e pesquisas sobre a memória oculta da cidade.

Os condenados pela Junta de Justiça (1821-1829)
O africano Joaquim inaugura o patíbulo
Em 1819, no distrito de Triunfo, o africano Joaquim, de nação Mina, escravo de Joaquim Machado Leão, matou a mãe de seu senhor, Maria Joana do Nascimento Leoa (na época havia o costume de flexionar os sobrenomes conforme o sexo) e causou ferimentos graves em Clara Maria do Nascimento Leoa, filha da mesma vítima. Julgou-o a Junta, em 4 de dezembro de 1821, rejeitou incontinênti os embargos opostos pelo defensor dativo, e a execução se consumou no dia 7 dezembro do mesmo ano.
Cumpriu-se no patíbulo a horrorosa determinação da Junta, de ser exibida ao público a cabeça decepada do condenado. Não admira que Pereira Coruja, com 15 anos de idade na data dessa execução, não a esquecesse jamais (APERS, Cart. do Júri de Porto Alegre, proc. nº 78, maço 3).
Lançamento – álbum Apneia Hernandez
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